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Covid-19: A crise que mudou o Mercado Financeiro

  • Mack Finance
  • 12 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de abr. de 2021

A maior crise do século XXI, causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2, será considerada como um dos eventos mais importantes da era moderna. O ano de 2020 foi excepcionalmente marcante, devido as consequências causadas pela pandemia. Diferente de outras crises em que tiveram grandes consequências locais e, pequenas consequências espalhadas pelo mundo, o coronavírus veio para mudar este paradigma e nos mostrar que diante da feroz força da natureza somos todos iguais.

Uma forte crise econômica se instalou em diversos países ao redor do globo, devido as consequências do vírus, como a forte crise sanitária, o distanciamento social, diversos lock-downs e períodos de “quarentena” impostos pelas nações. O Mercado Financeiro brasileiro sentiu os efeitos da crise ao ver o índice Bovespa beirando os 67.000 pontos em 20 de março de 2020, uma forte queda de aproximadamente 41% comparado com o dia 21 de fevereiro, quando o índice beirava os 113.700 pontos.

O chamado “Circuit Breaker” é um mecanismo utilizado pela bolsa de valores em momentos de quedas extremas, isto é, quando há um movimento atípico e bruto que força o índice para baixo, sua primeira ativação ocorre quando há uma queda de 10% em detrimento do fechamento anterior do pregão. A ativação deste mecanismo é um sinal de alerta e preocupação, uma vez que sua ativação é extremamente atípica, e durante o ano de 2020 foi acionado 6 vezes para conter os fortes efeitos da crise econômica.

Os eventos gerados em decorrência do novo coronavírus mudaram a história do mercado financeiro como conhecemos no Brasil. A queda acentuada do índice Bovespa gerou medo e preocupação em diversos investidores, que acabaram por realizar prejuízos enormes em decorrência da venda emergencial de seus papéis. Por outro lado, a queda do índice gerou oportunidades de compra de ativos a preços muito atrativos, fato que foi muito bem aproveitado por investidores veteranos e que também atraiu novos investidores em busca de lucro.

No fim do ano de 2019 havia aproximadamente 1.681.033 investidores pessoas físicas na bolsa de valores brasileira, número este que quase dobrou em 2020, atingindo o patamar de incríveis 3.147.040 investidores, segundo dados da B3. O cenário inédito no Brasil nos mostra uma forte e nova demanda por investimentos em renda variável no país, algo que não ocorria anteriormente devido as altas taxas de juros básicas no país, a chamada Taxa Selic, que atraia diversos investidores para a Renda Fixa pelo alto retorno e baixo risco.

Vivemos hoje um momento histórico do Mercado Financeiro, onde há um imenso apetite por parte de novos investidores, que buscam informações e ativos de qualidade para investirem seu dinheiro. A bolsa brasileira de valores ainda possuí uma imensa capacidade de crescimento e, ainda que haja uma forte crise econômico-social em curso, ainda há de vermos grandes momentos de nosso querido Ibovespa prosperar e atingir patamares históricos. A crise causada pelo novo Coronavírus nos convida a fazer uma reflexão sobre como enxergamos o mercado financeiro brasileiro, como encaramos as crises e como aproveitamos as oportunidades. Para toda fase de pessimismo econômico haverá quem saiba prosperar diante da dificuldade, e o contrário também será válido.

Autor: Victor Amorim Cunha



 
 
 

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