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Covid-19 nas organizações sem fins lucrativos

  • Rotaract Club Mackenzie
  • 12 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura

O Covid-19 impactou toda a sociedade, e serviu para aumentar ainda mais a desigualdade, principalmente no Brasil que já era em 2019, segundo o relatório divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o sétimo país mais desigual do mundo. As organizações sem fins lucrativos também sofreram com a pandemia, uma vez que elas precisam atender mais necessidades com menos recursos. As necessidades e demandas aumentaram e as receitas e os financiamentos diminuíram, assim como sua força de trabalho.


Para estas instituições, tivemos impactos mais diretos como cancelamento de eventos beneficentes (feijoada, jantares) e fechamento de bazares, que são fontes importantes de receita para diversas ONGs do país. Impactos indiretos na redução da renda das famílias fazendo com que estas priorizem outros gastos em detrimento da doação, e por fim cancelamento de editais e redução de verba filantrópica disponível para projetos de incentivos fiscais das instituições privadas que tiveram redução de faturamento.


O Rotaract tem na sociedade o importante papel de não medir esforços no que tange às causas sociais. Antes da pandemia a entidade já estava acostumada com as demandas frequentes e as administrava bem. Portanto com a pandemia as demandas pré existentes aumentaram e novas demandas surgiram: necessidade de máscaras, álcool gel, cestas básicas para pessoas que ficaram desempregadas, entre outras.


O Rotaract Clube Universidade Mackenzie tem mais de 50 anos de serviços à comunidade, tantos anos de aprendizados e experiências permitiu uma rápida busca por soluções para as novas demandas. Muitos projetos presenciais que já estavam programados foram adaptados para acontecerem virtualmente e nenhum projeto foi cancelado.


Logo no começo da pandemia ao perceber o aumento no desemprego, o clube desenvolveu um projeto de forma totalmente virtual que proporcionou o conhecimento de habilidades e competências exigidas pelo mercado de trabalho, através de mentorias, treinamentos e workshops à brasileiros desempregados. O clube também identificou a desigualdade na distribuição de produtos de higiene indispensáveis no combate ao vírus do COVID-19 e encaminhou máscaras, álcool em gel, álcool etílico e cadernos para um centro de acolhida a moradores de rua. Fez um projeto no dia das crianças com filhos de imigrantes e refugiados levando brinquedos de casa em casa por toda a cidade de São Paulo. E fechou o ano de 2020 com um grande projeto de natal que contou com lanches feitos por um chef de cozinha voluntário, doces feitos por uma renomada confeiteira, além de kits com livros e brinquedos para as crianças de uma comunidade em Carapicuíba.


Autor: Leonardo C. de Camargo


 
 
 

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