Tecnologia no Esporte
- Sport Business League
- 28 de mai. de 2021
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Não é novidade que a ciência vem avançando cada vez mais, não só em um campo específico, mas em diversas áreas, como é no caso do esporte. Frequentemente aparecem novas melhorias, atualizações e maneiras de impactar a vida dos atletas para melhor.
É nítida a evolução que aconteceu de 20 anos atrás para os dias de hoje, com roupas e equipamentos esportivos mais modernos e avançados, mais dados e informações a respeito de estatísticas (que muitas vezes através delas ganham partidas) que analisam como o atleta pode melhorar seu rendimento, recuperação dos atletas se tornou muito mais rápida e muito mais eficiente e mudou-se até mesmo a maneira como se compra ingressos para eventos esportivos, não necessitando ficar horas em pé em uma fila para comprá-los. Para exemplificar tudo isso, serão abordados alguns tópicos interessantes sobre esse tema.
No futebol, assim como em todas as modalidades, a tecnologia tem sido cada vez mais utilizada para aprimorar o esporte. Dentre as diversas novidades estão o árbitro de vídeo e o “hawk-eye”. Ambas servem para auxiliar o juiz em caso de indecisão durante a partida. O “hawk-eye”, também conhecido como “bola chipada”, acompanha a trajetória da bola durante a partida e está diretamente conectada com um relógio no pulso do juiz que indica todas as vezes que a bola atravessou a linha do gol completamente, dando a certeza do gol para o juiz. Já o VAR, muito polêmico em todas as ligas que foi implementado, auxilia o juiz em lances em que ele não tenha certeza somente com o visual, sendo uma forma de replay para o juiz na beira do campo.
Já no caso da natação, dentre todos os equipamentos utilizados pelos próprios nadadores na hora da prova como o maiô, óculos e touca, câmeras instaladas ao redor e no fundo da piscina auxiliam os árbitros na hora da prova e os nadadores em seus treinamentos, fornecendo dados precisos sobre seus movimentos e falhas no decorrer das práticas.
Dentro do atletismo, além de roupas leves e calçados apropriados, os atletas que participam das provas contam com uma ferramenta chamada “hydrology”, que gerencia e absorve a quantidade de suor adequada para que o atleta não perca a concentração durante as provas.
Não apenas referente à prática, mas a evolução da ciência levou a uma melhora significativa no processo de recuperação de atletas lesionados. Podemos usar de exemplo para isso uma das lesões mais graves de todo o esporte: a ruptura do ligamento LCA (ACL, em inglês). De acordo com o Dr. Warren, um dos parceiros do Dr. John Marshall, pioneiro na cura deste tipo de lesão, os atletas nos anos 60 e 70 não tratavam esse problema, o que leva a artrite severa no futuro. Após isso, foi criado um tratamento para a ruptura, porém o índice de fracasso era muito alto, com 80-90% dos atletas não conseguindo um retorno apropriado. Atualmente, com o aperfeiçoamento da ciência, aproximadamente 90% dos jogadores conseguem a recuperação apropriada, de acordo com Dr. Warren, ao fazer um estudo da equipe dos NY Giants, da NFL.
Ainda dentro das lesões, o estudo das causas evoluiu muito nas últimas décadas. De acordo com a doutora Caroline Heaney, o estudo das lesões deixou de ser puramente fisiológico e passou a ter uma análise biopsicossocial, onde não só eram estudados os motivos físicos para uma lesão acontecer (por exemplo, um atleta pisou em falso ao pousar em um salto) e passou a analisar outros aspectos, como o fato de alguns atletas irem além dos limites de seu corpo devido a fatores psicológicos e culturais.
Autores: Gabriel Contri, Ricardo Ribeiro e Rodrigo Calvano





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